quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Família


Família...

Alguém já se perguntou se existe algum sentido divino para nascermos ou crescermos nesta ou naquela família?

Eu, realmente, não sei os desígnios de Deus...Mas, como Ele controla o Universo e tudo o mais que o ser humano não é ainda capaz de descobrir, penso que deve, sim, existir um sentido...

Por que Deus me deu aqueles irmãos, pai e mãe, primos e todos os outros?

O fato é que temos um elo. Temos um acontecimento que nos une. Tornamo-nos parentes e, na visão divina do amor, acredito que deveríamos nos amar. Se devemos amar os estranhos a nós, o que poderíamos dizer daqueles que nasceram e/ou cresceram em nosso convívio?

Todavia, sabemos que nem sempre é assim...

Estamos vivendo tempos de intolerância. Não somos tolerantes com os erros dos outros. Não somos tolerantes com as limitações dos outros.

As pessoas mais próximas são aquelas que, muitas vezes, sofrem de perto as consequências de nosso egoísmo. Não temos tempo. O tempo parece escasso para os nossos. Não há tempo para falarmos ao telefone, ligarmos para o irmão, conversarmos com nossos pais... Somos seres envoltos em nós mesmos. Estamos longe de um ideal divino de amor. O amor que cuida, que se doa, que pensa no próximo, que deseja ficar próximo...

Afinal, o que estamos fazendo daquilo que a vida nos tornou? Culpamos nossos pais...irmãos...os estranhos...a nós mesmos... Somos incapazes de nos perdoar... Como perdoar o outro?

E feliz ainda é aquele que consegue ter essas elucubrações...

Infelizmente, existem muitas pessoas no mundo que vivem por viver. Perderam o brilho da vida, os sonhos, o sentido...

O problema de tudo isso é que o tempo é certo. A incerteza do tempo é uma criação humana. Apenas Deus é atemporal. O tempo não perdoa. Se ele cura tudo como dizem eu não sei. O que eu sei é que o tempo não pára. O tempo é uma constância impiedosa que precisa ser respeitada. As pessoas morrem. Aqueles que te deram amor ou não vão morrer um dia. Você vai morrer.

O que você fez para aproveitar o tempo? Um dia nenhum desentendimento vai importar. O que vai realmente importar é o valor que você deu ao que realmente tem valor. Ou melhor: se você deu valor a quem você deveria dar valor. Não importa se essa pessoa te deu o amor que você merecia. O que você fez com o seu tempo?

Falou rapidamente ao telefone? Estava com pressa? É chato repetir a conversa novamente? Ela – ou Ele – é chata?

Um dia, alguém pode te surpreender. Um dia a vida vai te surpreender.

Nisso tudo eu só entendo uma coisa: família é quem importa. Se não gosta, mas importa, é família também. Mas, se você ama, como faz falta quando chega ao fim! Da memória, não sai. Os olhos procuram retornar ao passado para procurar o tempo que se esvaiu. As lágrimas caem. O coração aperta. E o sentido da vida aparece. Às vezes, tarde demais.

 Karoline Brasil